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Ticon

Por: Bruna Armani


TiconFilip e Fredrik lançaram recentemente o 4º álbum, que conta com 9 faixas de progressive. Nesta obra eles trazem influências do electro e muitos vocais. Além das 9 tracks eles produziram uma 10ª chamada “The High Jacker”, especialmente aos brasileiros, e irão estreá-la neste grande evento. Um live mais electro e dançante, esse é o novo estilo dos suecos.

1. Vocês se apresentam no Brasil constantemente. Mas sempre que divulgamos a vinda de vocês para cá, o público sempre fica bastante empolgado. Para vocês terem uma idéia, a comunidade do TICON na rede de relacionamentos ORKUT tem quase 4 mil membros. O Brasil é realmente um dos públicos mais entusiasmado pelo projeto no mundo?

Na verdade, a gente paga metade dos brasileiros para dizerem que gostam de nós, caso contrário, não teríamos fãs! [eles brincam] Mas voltando à pergunta, isso não acontece apenas no Brasil, mas, com certeza, este é um dos maiores países para nós, dentre outras razões pelas quais gostamos tanto de vocês! Acreditamos que há algo com a nossa música que diverte a América do Sul. Talvez seja o nosso groove. Ouvi dizer que os brasileiros possuem ritmo no sangue!

2. Este ano, vocês lançaram um álbum novo. Depois do sucesso "Zero Six After" de 2005, foi a vez de "2:AM". De onde veio a inspiração e as influências para quarto disco do Ticon?

Como em todos os nossos trabalhos, buscamos novas influências quando tocamos em clubes, festas, no estúdio e até mesmo em nossas vidas. O novo disco foi um longo processo onde passamos por diferentes estágios de gostos musicais. Neste momento, eu (Filip) gosto muito do techno pesado enquanto Frederik opta por uma música mais melódica. Então, é a combinação perfeita para criar. Agora, para responder a pergunta sobre o caminho da nossa sonoridade, não posso definir. Nunca sabemos o que irá acontecer em nosso estúdio. Apenas garanto que não será folk medieval e nem heavy metal!

3. Hoje, vemos uma enorme dificuldade em definirmos projetos e discos dentro de gêneros eletrônicos. Isso também acontece no trabalho de vocês? Vocês se arriscam a definir o último álbum dentro de algum estilo?

Tentamos não definir nem criar categorias para a nossa música. Tem se tornado difícil definir nosso estilo desde que decidimos incorporar batidas de outros gêneros. Talvez, possamos definir como: Tire a bunda da cadeira e me encontre na pista de dança!

4. Olhando para o passado, qual foi ou foram a(s) faixa(s) eletrônica (s) que mexeu com a sua vida e transformou a música em seu objeto de trabalho?

Trabalhamos juntos com música há nove anos. É muito tempo, portanto, precisamos fazer algo especial para 2009 quando completaremos uma década. De qualquer forma, sempre houve um grande interesse do público pelas nossas produções desde os primeiros singles. No início, tocávamos em festas na Europa, mas não em grandes raves, mas penso que é o caminho natural de uma pequena banda que se torna grande como somos hoje. Acreditamos nos processos lentos que nos permitem manter o ritmo e criar um nome sólido na cena eletrônica.

5. Como é fazer música em um país gelado? Principalmente trance e progressive, gênero que combinam com grandes festas aquecidas pelo sol? As festa de lá se parecem com as daqui?

Na Suécia, não temos festas que cheguem perto de uma no Brasil. Primeiro, porque temos apenas nove milhões de pessoas em todo o país. Segundo, porque a música eletrônica não alcançou aqui um nível comercial como aí. Temos predominantemente clubes que fecham às 5h. Às vezes, nos perguntamos o motivo pelo qual existem tantos produtores vindos da Suécia, mas ainda não sabemos responder. Talvez, isso resgate as festas wikings que aconteciam há milhares de anos atrás.

6. E longe das pickups, o que vocês ouvem em seus Ipods?

Por coincidência, estou com meu Ipod conectado no meu computador, vamos ver… Estou ouvindo Mighty Wings do Cheap Trick. Vergonhoso!!!

7. 2008 vai chegando ao fim e já dá para fazermos um balanço do ano. Qual foi a melhor gig de 2008?

Realmente, eu não sei, foram tantas. Não serei diplomata e dizer que todas foram inesquecíveis, mas posso afirmar que todas foram uma experiência única. Um novo caminho para realizar um melhor set na próxima festa. Tivemos ótimas gigs no México, Japão e Brasil este ano. É tudo o que eu posso dizer…

8. No palco principal o live da dupla, na ÁREA VIP, o DJset do Filip. O que o público pode esperar dessa dose dupla?

Estamos trabalhando em tempo integral no nosso estúdio. Já até terminamos duas novas músicas. E queremos ter mais duas finalizadas até a XXXPERIENCE, então, vocês ouvirão novos sons na pista. Agora, uma mensagem? CADÊ MINHA CAIPIRINHA? ELA SEMPRE ME FAZ BEBER MAIS!