Por: Bruna Arman
Ele é a grande novidade house do circuito europeu, nasceu nas Filipinas e hoje mantém residência e um estúdio próprio em Amsterdã. Confira a entrevista:
1. O que você tem feito atualmente? Está apenas tocando, produzindo, em turnê, qual o atual momento do Laidback Luke?
No momento, parei de remixar e estou focado em produções próprias, estou pensando em fazer um álbum com minhas produções. Nas últimas semanas tive parcerias em meu estúdio com a máfia house sueca, entre outros. Agora mesmo estava no estúdio com David Guetta.
2. A faixa Be é o seu maior sucesso nas pistas, certo? Isso quer dizer também ela é uma música obrigatória em seus sets? Os fãs sempre a pedem?
Bom, tenho tocado esta track desde dezembro de 2006 e desde então percebo que ela só tem crescido no gosto do público, pois as pessoas sempre me pedem para tocar, certamente é a minha música mais famosa.
3. Você é a quarta parte do projeto Máfia Sueca ao lado dos produtores Steve Angello, Axwell e Sebastian Ingrosso. Aliás, as faixas Be e Get Get Down foram feitas entre vocês. Vocês se apresentam juntos freqüentemente? Desde quando existe essa parceira?
Não, não tocamos juntos. Tive essa conversa recentemente com Sebastian Ingrosso. Eles me chamam de embaixador holandês, então é impossível me tornar um real membro da máfia house sueca. Ingrosso diz que não importa que eu tenha um passaporte holandês, pois somos grandes amigos. Desde 2003 tenho contato com Steve Angello, ele era um adolescente. Sempre mantemos contato, eu amo estes caras.
4. Você está acostumado a se apresentar em grandes festivais como Misteryland e Sensation. Isso é resultdo de uma opção sua ou você acha que o seu som combina mais com evento deste porte – ou as duas coisas?
Eu sempre me adapto ao cenário que vou tocar. Tento fazer uma leitura do público da melhor forma que posso, e faço ajustes no meu set para encaixar melhor com o evento. Neste sentido acho que meu som combina sim com estes eventos.
5. No universo eletrônico, vimos muitas vezes o conflito entre o som conceitual e o som comercial. A exemplo do Deep Dish, conseguimos dois caminhos trilhados pelos integrates: Sharam, mais para o comercial e Dubfire, mais underground. Em qual face desta moeda estão seus sets?
No meu universo, eu combino os dois tipos, só toco as músicas comerciais que realmente gosto. Nunca toquei uma música comercial porque o público gosta. Eu misturo o comercial com novas tracks e as antigas mais underground também, para manter um bom nível em meus sets.
6. Looking back, qual foi ou foram a(s) faixa(s) eletrônica (s) que mexeu com a sua vida e transformou a música em seu objeto de trabalho?
Citarei 4 momentos de grandes influências na minha carreira. O primeiro foi Technotronic - Pump Up The Jam que me converteu do hip hop para o house. Depois Robin S. - Show Me Love que me tornou um apaixonado pelo lado soul da House Music. Outra grande influência foi Daft Punk, sou um grande fã deles. E por fim a máfia house sueca, que me incentivou a produzir e me deu uma injeção de novas idéias e me fez sentir a energia da juventude.
7. Qual o seu background? Quais foram suas influências e seus ídolos no mundo da musica em geral e também na musica eletrônica?
Comecei com bastante influência de Hip Hop mas nunca fui um DJ de Hip Hop. Aprendi os primeiros passos do house com Dobre (Chocolat Puma, Jark Prongo e the Goodmen), wich was DJ Pierre and a lot of Strictly Rhythm stuff. Depois tive influências de Dave Clarke, Jeff Mills e Daft Punk. Quando comecei a produzir me tornei fã de Timbaland. Tambpem gosto muito do novo álbum de Coldplay.
8. E longe das pickups, o que você ouve em seu Ipod?
Não tenho I-pod J
9. Podemos esperar novas produções para 2009? Já tem faixas ou álbum a caminho?
Sim, aguardem muitas novas produções para 2009. Já tenho algumas finalizadas. Estou parando um pouco com os remixes, mas por outro lado estou produzindo que nem um louco.
10. O que as pessoas podem esperar de sua apresentação na Edição Especial da XXXPERIENCE?
Eu espero conquistar o público com meu som e minha energia. Espero ter momentos inesquecíveis com os brasileiros.